Filosofia

Psicopolítica: conceito de Byung-Chul Han, exemplos e impactos

Psicopolítica: conceito de Byung-Chul Han, exemplos e impactos

Psicopolítica, segundo Byung-Chul Han, é a forma de poder que busca moldar a vontade do próprio indivíduo, de modo a que aquilo que o indivíduo quer se conforme àquilo que o poder quer dele. Para Han, essa seria a forma de poder própria à sociedade do séc. XXI, sob o domínio do neoliberalismo e operando segundo a lógica do capitalismo tardio.

Neste texto, você vai aprender sobre o modo próprio de operar da psicopolítica, a sua distinção em relação a formas de poder anteriores, e os seus impactos nos indivíduos, na sociedade e na nossa forma de vida hoje.

O que é o poder?

Para entender a concepção de Byung-Chul Han de psicopolítica enquanto uma forma de poder, precisamos, antes de tudo, entender o que é poder. Para Han, o poder é uma maneira de dar continuidade a si mesmo no outro, ou de forma mais simples, de fazer do outro uma extensão de si mesmo, realizando a sua vontade por meio do outro.

A psicopolítica, nessa perspectiva, seria a última mutação do poder, a forma que ele teria adquirido mais recentemente, e que se mostraria, por uma série de razões, mais eficaz do que as formas de poder que a precederam. Mas, quais foram as formas de poder precedentes à psicopolítica?

Capa da tradução brasileira do livro Psicopolítica, de Byung-Chul Han
Capa da tradução da obra de Byung-Chul Han, Psicopolítica, para português brasileiro.

O poder permite ao ego ser no outro por si mesmo - ele gera uma continuidade do self.

Byung-Chul Han, O que é o Poder? Tradução de Gabriel Philipson, Editora Vozes, 2019

Seguindo Foucault, Han distingue principalmente entre duas formas de poder anteriores à psicopolítica: o poder soberano e o poder disciplinar.

“Fazer morrer e deixar viver” - O poder soberano

Gravura de Jan Luyken representando o esquartejamento de São Paio em Córdova
Gravura de Jan Luyken representando o esquartejamento de São Paio em Córdova, no ano de 925 - um exemplo paradigmático do exercício do poder soberano, com violência explícita como punição pela desobediência

O poder soberano é o poder que impõe a sua vontade ao indivíduo por meio da ameaça de morte. Essa forma de poder seria aquela, nos termos de Foucault, que “faria morrer e deixaria viver”, ou seja, que seria definida sobretudo pela capacidade de privar o indivíduo de sua vida, mais do que por um controle rigoroso de cada um de seus comportamentos.

Para o poder soberano, o que importa é que o indivíduo obedeça, quando ele é requerido a obedecer; de resto, a forma com que conduz a sua vida tem importância secundária. Essa seria a forma de poder que teria prevalecido até o início da revolução industrial, quando uma nova forma de poder começa a se desenvolver.

Para entender melhor, pensemos no exemplo de um rei de um feudo medieval. O rei não se importa com o que o indivíduo faz em seu tempo livre, desde que ele pague os impostos que lhe são devidos, quando são devidos – e, se não o fizer, a ameaça de violência e até mesmo de morte serve para constranger o indivíduo a obedecer a cumprir a sua vontade.

Assim, o que importa para esse poder é, antes de tudo, a obediência do indivíduo, que se consegue por meio da ameaça da violência.

“Fazer viver e deixar morrer” – O poder disciplinar

O poder disciplinar, por sua vez, diferentemente do poder soberano, seria aquele que, nos termos de Foucault, “faria viver e deixaria morrer”, ou seja, que buscaria fazer com que o indivíduo, mais do que obedecer pontualmente a ele, conduza sua vida da forma que melhor contribuir para a satisfação da vontade do poder, por meio de uma disciplina que se impõe ao indivíduo.

A disciplina pode ser compreendida aqui o conjunto de técnicas que atuariam no sentido da imposição de limites, obrigações e restrições ao indivíduo que determinariam o campo de suas ações e que regulariam o seu comportamento, a fim de que ele se comporte como um “corpo dócil”, ou seja, um corpo condicionado a ser produtivo e a comportar-se de modo produtivo.

Para garantir que o indivíduo se comporte da forma esperada, se estabeleceriam, como uma das técnicas do poder disciplinar, medidas de vigilância, por meio das quais se controlaria o comportamento do indivíduo, punindo-o caso ele não se comporte do modo esperado e, assim, condicionando-o a se comportar da forma esperada.

Representação do panóptico de Jeremy Bentham
O panóptico de Jeremy Bentham, filósofo que imaginou uma prisão ideal onde o vigia poderia ver todos os prisioneiros, mas os prisioneiros não poderiam ver o vigia. Isso faria com que os prisioneiros se sentissem constantemente vigiados, pois não saberiam se o vigia está na sua torre ou não, e, por isso, se comportassem da maneira esperada, sem atitudes transgressoras. Para Foucault, o panóptico seria o modelo ideal do tipo de vigilância e controle característico da sociedade disciplinar.

O poder disciplinar teria se desenvolvido a partir da Revolução Industrial e se consolidado no séc. XX, como forma de poder próprio a uma sociedade industrial que necessitava de um trabalho sistemático e repetitivo e, portanto, de trabalhadores condicionados a performar esse tipo de trabalho.

Para entender o poder disciplinar, por sua vez, podemos pensar no clássico de Charles Chaplin, Tempos Modernos. Neste filme, o personagem de Chaplin não apenas é condicionado a agir de forma mecânica e repetitiva, como também é submetido a um controle externo constante, com um supervisor que o vigia e que garante que ele continue trabalhando e agindo de forma produtiva.

Cena do filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin
No filme Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin, vemos uma ilustração paradigmática do modelo de trabalho da sociedade disciplinar: trabalhos mecânicos, repetitivos, sob vigilância constante, a fim de garantir produtividade.

Assim, embora, como no caso do poder soberano, o poder atue de fora sobre o indivíduo, esse poder está menos preocupado em punir violentamente aquele que o contraria do que em assegurar que aqueles que estão sujeitados a ele sejam produtivos, e, para fazê-lo, busca disciplinar os indivíduos, a fim de que eles aprendam a suprimir as suas próprias vontades e desejos individuais em nome das obrigações que o dever imposto pelo poder disciplinar determina a eles.

“Proteja-me daquilo que eu quero” – a psicopolítica como nova forma de poder

Tendo em vista essas duas primeiras formas de poder, podemos entender por que, então, para Han, o poder psicopolítico ou, simplesmente, a psicopolítica representaria uma forma inteiramente nova de poder.

Para Han, a psicopolítica é uma forma de poder que busca moldar diretamente a vontade dos indivíduos, de modo que, muito antes de fazerem o que o poder espera deles por medo ou por obrigação, eles o fazem por vontade própria.

Assim, enquanto formas de poder anteriores buscavam obrigar o indivíduo a cumprir a vontade do poder, a psicopolítica, por sua vez, visa a seduzir os indivíduos, de forma que eles façam aquilo que o poder quer deles voluntariamente, não por obrigação ou medo, mas porque o que o poder espera deles se tornou aquilo que eles mesmos desejam e buscam, de forma que eles não se sentem coagidos ao agir em conformidade a essa forma de poder.

Daí que Han cite constantemente a frase “Proteja-me daquilo que eu quero”, da artista Jenny Holzer, como uma expressão fundamental para compreender a psicopolítica – afinal, é por meio daquilo que eu quero que ela me controla.

,

Frase Protect me from what I want, de Jenny Holzer, exibida em um grande telão
“Protect me from what I want” - Frase da artista norte-americana Jenny Holzer, que, entre, em sua Survival Series (1983-1984), estampou essa frase em diferentes objetos, como no grande telão, da imagem, mas também em objetos mais pessoais e fora do convencional, como camisinhas. Han cita essa frase constantemente como um lembrete importante dos perigos da psicopolítica, que explora e manipula os nossos desejos

As diferentes formas do poder

Forma de Poder Modelo de controle Objeto do Controle Finalidade do Controle
Poder Soberano Violência explícita Vida e morte dos sujeitos Obediência
Poder Disciplinar Vigilância externa Corpos dos sujeitos Produtividade
Psicopoder Autovigilância Mente dos sujeitos Produtividade

Do corpo à psique

Assim, podemos identificar uma das principais distinções do poder psicopolítico em relação à forma do poder que o antecedeu, o poder disciplinar: para Han, essa última forma de poder tinha por seu objeto sobretudo o corpo dos indivíduos; isso quer dizer que, para essa forma de poder, interessava, antes de tudo, moldar o comportamento externo e observável dos indivíduos: daí que o foco estava em fazê-los seguirem um conjunto de regras e obrigações, independentemente da sua vontade.

A psicopolítica, por outro lado, como o próprio termo indica, tem por objeto a psique do indivíduo, e particularmente a sua vontade.

Ou seja, enquanto o poder disciplinar busca moldar o comportamento dos indivíduos ao domesticar os seus corpos, a psicopolítica busca moldar as suas vontades, atuando diretamente sobre os seus desejos.

Ainda assim, pode-se dizer que há um ponto de continuidade fundamental entre o poder disciplinar e a psicopolítica: o imperativo da produtividade, ou seja, o fato de que ambos os poderes buscam, cada um ao seu modo, fazer com que o indivíduo seja produtivo.

A diferença fundamental entre ambos, aqui, é que o poder disciplinar obrigaria o indivíduo a ser produtivo, enquanto o poder psicopolítico faz o indivíduo querer ser produtivo.

Slogan Yes, we can! da campanha eleitoral de Barack Obama de 2008
Slogan da campanha eleitoral de Barack Obama de 2008, a frase ‘Yes, we can!’ pode ser vista, para Han, como o slogan da nossa sociedade controlada pela psicopolítica: a ideia de que buscamos ser produtivos, não porque devemos, mas porque podemos.

Um poder invisível

Outra característica que distingue a psicopolítica em relação a formas de poder anteriores é a sua invisibilidade, ou seja, a forma com que atua sobre os indivíduos, sem que eles se deem conta de que estão sendo moldados em sua subjetividade por mecanismos de poder.

Isso porque, para as formas de poder anteriores, a visibilidade do poder em uma figura de autoridade externa era indispensável – o rei que ameaça o súdito, o supervisor que vigia o operário e assim por diante, uma vez que aquilo que fazia o indivíduo se comportar da forma que o poder esperava dele não era a sua própria vontade.

Como, porém, o psicopoder atua diretamente sobre a vontade do indivíduo, quando ele faz aquilo que o poder espera dele, ele o faz pela sua própria vontade; portanto, não sente que nenhum poder esteja o levando a fazer o que faz, mas, pelo contrário, sente que faz o que faz de livre e espontânea vontade, por conta própria.

Assim, ainda que o poder tenha tido um papel decisivo em moldar a ação do indivíduo, esse papel não é percebido pelo próprio sujeito, pois ao agir, segue a sua própria vontade – sem perceber que ela mesma já foi moldada e condicionada por uma certa forma de poder.

Pode parecer muito estranho e talvez até conspiratório pensar que exista uma forma de poder assim, e, mais ainda, que ele seja a principal forma de poder na nossa sociedade hoje.

Mas, você quer um exemplo simples de um dos principais meios pelos quais o psicopoder se exerceria, segundo Han? As redes sociais.

O papel da psicopolítica nas redes sociais

Ilustração de Pawel Kuczynski sobre celulares e redes sociais
Imagem do artista polonês Pawel Kuczynski: os celulares e as redes sociais são uma das principais ferramentas de controle da psicopolítica

Afinal, pense em como, nas redes sociais, somos seduzidos por certos ideais de vida, que nos motivam a acharmos que devemos estar sempre em atividade, sempre produzindo, buscando conquistar os nossos sonhos...

Somos seduzidos por essas mensagens, que influenciam o que nós desejamos e que tipo de vida desejamos – e que, uma grande parte das vezes, nos fazem sentir insuficientes, como se não estivéssemos fazendo o bastante, como se devêssemos estar sendo mais produtivos. E, por isso, buscamos produzir mais, fazer mais.

Alguém mandou a gente fazer isso? Não. E, ainda assim, agimos exatamente da forma que se espera em nossa sociedade – sermos o mais produtivos possível.

Para Han, isso não é nada mais, nada menos do que efeito da psicopolítica, de uma forma de poder que, se imiscuindo em nossas vidas e em nossos meios de comunicação digitais, transforma as nossas vontades e nos leva a querermos ser mais e mais produtivos, sem que ninguém tenha que nos mandar ou nos obrigar a sê-lo – e sem que nem percebamos que somos influenciados a querer uma certa forma de vida, uma vida produtiva, que é aquela que interessa a essa forma de poder.

Isso também nos permite compreender outra razão para esse poder ser invisível: o fato de que, para atuar sobre os indivíduos, ele não precisa de nenhum mecanismo de vigilância exterior aos próprios indivíduos.

Antes, na sociedade governada pela psicopolítica, todos vigiam uns aos outros, sendo vigias e cárceres ao mesmo tempo – como se vê, com perfeição, no exemplo das redes sociais, onde o comportamento de cada um é regulado pela sua visibilidade uns para os outros e para si mesmos.

Pelas reações dos outros aos nossos posts e pelas nossas reações aos posts dos outros, controlamos e vigiamos nós mesmos uns aos outros, reforçando o tipo de comportamento que o poder espera que nós tenhamos – o de sermos produtivos.

Mais do que isso, trata-se, aqui, de uma vigilância a que nos expomos voluntariamente, já que somos seduzidos a achar que expor nossas vidas nas redes sociais também é uma forma de nos confirmarmos e nos realizarmos como indivíduos.

Cena do episódio Nosedive da série Black Mirror
O primeiro episódio da terceira temporada de Black Mirror, Nosedive, ilustra de maneira bastante ilustrativa o modo como, nas redes sociais, vigiamos o comportamento um dos outros, ao levar essa lógica ao extremo: nesse episódio, cada pessoa tem uma nota atribuída a si mesma, de acordo com as avaliações que outros fazem dela em interações cotidianas, o que leva a que cada um controle e monitore as suas próprias ações e as ações dos outros constantemente. Não há, porém, nenhum “chefe” obrigando alguém a agir dessa forma.

Da exploração à autoexploração

Segundo Han, o indivíduo sob efeito da psicopolítica é um indivíduo que vive uma condição paradoxal de autoexploração, ou seja, uma condição em que, ainda que ninguém o obrigue a sacrificar o seu bem-estar em nome da produtividade, ele, ainda assim, o faz voluntariamente.

Como vimos, isso seria um resultado direto da atuação do psicopoder sobre a vontade do indivíduo, que o faria achar que aquilo que confere sentido à sua vida e aquilo, portanto, que ele deve buscar, é ser produtivo a todo custo.

Pode parecer estranho e um contrasenso falar de “autoexploração”. Afinal, se o indivíduo faz algo por vontade própria, ele não estaria sendo, simplesmente, livre, independentemente daquilo que ele decida fazer?

Contudo, é preciso lembrar aqui duas coisas: primeiro que, como vimos, a vontade do indivíduo, sob a psicopolítica, não parte simplesmente dele próprio, mas é moldada por um conjunto de influências e por uma forma de poder, mesmo que ela não apareça como tal.

Segundo, é importante lembrar que nem tudo que queremos é, necessariamente, benéfico para nós mesmos, ainda que possamos acreditar que seja (Lembre-se da frase muito citada por Han: “Proteja-me daquilo que eu quero”.

Sendo assim, o indivíduo escolher ser produtivo de maneira completamente sem limites, como ocorre sob a influência da psicopolítica, poderia ser caracterizado como uma autoexploração, já que, ainda que o indivíduo faça isso por vontade própria, o resultado é, por fim, que ele usa todas as suas energias e é levado à exaustão, desenvolvendo condições patológicas como depressão e burnout – ou seja, o indivíduo sacrifica o seu próprio bem-estar a fim de ser produtivo e, nesse sentido explora a si mesmo.

Sísifo, pintura de Franz von Stuck, de 1920
Sìsifo, de Franz von Stuck, 1920. Como o personagem mítico, o sujeito da sociedade governada pela psicopolítica executa um trabalho que não tem fim. Diferentemente de Sísifo, porém, não o faz por punição de uma autoridade externa, mas porque obriga a si mesmo a fazer tudo aquilo que puder fazer e, portanto, sempre buscar fazer mais e ser mais produtivo.

A forma de poder mais eficiente

Por isso que, por fim, a psicopolítica é, para Han, a forma de poder mais eficiente que já surgiu até hoje: porque ela faz liberdade e coação coincidirem, levando o indivíduo a buscar na produtividade a realização da sua vontade e da sua liberdade como sujeito.

Assim, o indivíduo é levado a ser o mais produtivo que ele possa ser, sem que ninguém o obrigue a isso e sem que ele se sinta coagido a tanto.

O resultado disso, porém, não é um indivíduo realizado, mas sim um indivíduo cansado e deprimido, que, por iniciativa própria (fruto, porém, da forma com que sua vontade foi moldada pela psicopolítica), explorou a si mesmo até os seus últimos limites.

A psicopolítica se mostra, então, como a forma de poder mais eficaz, porque leva o indivíduo a explorar sua produtividade até seus últimos limites, ao mesmo tempo em que pensa ser livre ao fazê-lo.

Para se aprofundar no conceito de Psicopolítica:

Do autor:

HAN, B.C. Psicopolítica. Tradução: Maurício Liesen. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2018.

HAN, B.C. O que é o poder? Tradução: Gabriel Philipson. Petrópolis: Editora Vozes, 2019.

HAN, B.C. Topologia da Violência. Tradução: Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Editora Vozes, 2011.

HAN, B.C. Infocracia. Tradução: Gabriel Philipson. Petrópolis: Editora Vozes, 2022.

Sobre o autor:

Psicopolítica e seus dispositivos : uma análise a partir da obra de Byung-Chul Han - Tese de Doutorado de Gabriel Bonesi Ferreira

Dossiê “A Filosofia de Byung-Chul Han - Fontes, Debates, Interlocutores”, Revista Sísifo, n. 14, 2021.

O Neoliberalês: um ensaio filosófico sobre o idioma do desempenho, de Artur Junior Santos Cardoso, Lucas Rocha Gonçalves e Victoria Antonieta Tapia Gutiérrez.

Artigo escrito por
Lucas Nascimento Machado
Doutor em filosofia pela FFLCH/USP e pesquisador de filosofia da Universidade de Verona. Ex-diretor e membro fundador da Associação Latino-Americana de Filosofia Intercultural. Foi professor de história da filosofia da UFRJ e professor de filosofia, sociologia, projeto de vida e alemão aplicado no Colégio Humboldt. Tradutor de algumas das obras de Byung-chul Han para o português.