Filosofia

História da Sexualidade, de Foucault: conceitos centrais

História da Sexualidade, de Foucault: conceitos centrais

Existe uma versão da história da sexualidade que quase todo mundo conhece e que raramente é questionada.

Segundo ela, houve um tempo em que se falava de sexo com relativa naturalidade; depois vieram a moral religiosa, o pudor vitoriano e a rigidez burguesa do século XIX, e o assunto foi empurrado para o quarto, convertido em segredo e culpa.

O resto seria uma longa luta para recuperar uma fala perdida. Nesse enredo, falar de sexo é, por si só, é uma forma de questioná-lo.

Foi exatamente o que Michel Foucault fez em 1976, ao publicar um livro fino, de pouco mais de 150 páginas, para dizer que essa história é, no mínimo, mal contada. E que ela própria faz parte do mecanismo que pretende denunciar.

Esse livro é A vontade de saber, primeiro volume de História da Sexualidade. A pergunta guiada por Foucault é a seguinte: a sexualidade é algo que simplesmente existe dentro de nós, aguardando ser liberado, ou é também produzida pela forma como a sociedade fala sobre ela?

Neste texto, vamos percorrer o que é a coleção e como seus quatro volumes se organizam; em que contexto Foucault escreveu o primeiro deles; e por onde começar a ler, caso você não pretenda encarar os quatro volumes.

O que é História da Sexualidade?

História da Sexualidade é uma série de livros em quatro volumes no qual Foucault estuda não o sexo em si, mas o modo como o Ocidente construiu um saber sobre o sexo e, a partir dele, uma forma de governar e de exercer poder sobre corpos, prazeres e identidades.

Volume Título Publicação (França) O que investiga
I A vontade de saber 1976 A hipótese repressiva, o poder, o discurso e o nascimento do biopoder
II O uso dos prazeres 1984 A moral sexual na Grécia clássica e a ética como estética da existência
III O cuidado de si 1984 Os primeiros séculos do Império Romano e a intensificação da relação consigo
IV As confissões da carne 2018 (póstumo) A patrística cristã, a carne, a virgindade e a formação do sujeito de desejo

Entre o volume I e os seguintes há um intervalo de oito anos e uma reviravolta de método.

Foucault anunciara uma série sobre a sexualidade moderna; abandonou o plano, recuou dois mil anos e passou a perguntar como o sujeito ocidental aprendeu a se interpretar a partir do próprio desejo.

O quarto volume só chegou às livrarias em 2018, mais de trinta anos depois de sua morte, contrariando o desejo do autor de não deixar publicações póstumas – e que é, em si, uma pequena ironia foucaultiana sobre o apetite de um saber que insiste em extrair a verdade dos mortos.

Curiosidade:

Embora Michel Foucault tenha deixado instruções para que manuscritos inéditos não fossem publicados após sua morte, sua posição acabou sendo revista por seus herdeiros e responsáveis por sua obra.

Nas últimas décadas, uma série de textos, cursos, conferências e manuscritos têm vindo a público, ampliando significativamente o acesso ao seu pensamento.

Capas dos quatro volumes de História da Sexualidade, de Michel Foucault
Capas dos quatro volumes de História da Sexualidade, de Michel Foucault

Em que contexto o livro foi escrito

Os anos 1970 na França são o rescaldo de 1968. A pílula anticoncepcional redesenha a vida privada, movimentos gays e feministas ocupam a cena pública, e a psicanálise, sobretudo em suas leituras freudo-marxistas, de Wilhelm Reich a Herbert Marcuse, fornece o vocabulário dominante: reprimir adoece, liberar cura.

Foucault chega a esse debate com uma trajetória já construída. Em História da Loucura (1961), mostrara como a razão moderna produziu a loucura como objeto de saber e de internamento.

Em Vigiar e Punir (1975), descrevera a passagem do suplício à prisão e a formação de uma sociedade disciplinar que fabrica corpos dóceis pelo exame, pela vigilância e pelo panoptismo.

A vontade de saber é o passo seguinte da mesma investigação: se a loucura e a delinquência foram construídas por certos regimes de verdade, por que a sexualidade escaparia?

A provocação, portanto, é dirigida aos seus contemporâneos progressistas. Foucault não está defendendo a moral burguesa. Está sugerindo que a militância da liberação sexual pode estar jogando o jogo que herdou, sem examinar as regras.

A hipótese repressiva: por que Foucault discorda

Foucault chama de hipótese repressiva a crença de que o poder, desde o século XVII, teria agido sobre o sexo essencialmente por interdição: proibir, calar, negar, censurar.

Ele não nega que houve censura e punição, o que contesta é que essa seja a operação principal e apresenta um contra-argumento: se o sexo foi silenciado, por que os três séculos seguintes produziram uma quantidade sem precedentes de discurso sobre ele?

Por exemplo:

  • Os manuais de confissão da Contrarreforma, que passam a exigir do fiel não apenas a narração do ato, mas o exame minucioso de pensamentos sobre o desejo;
  • A medicina do século XIX e sua taxonomia de perversões;
  • A psiquiatria e o inquérito sobre as origens da degeneração;
  • A pedagogia obcecada com a masturbação dos colegiais;
  • A demografia, que passa a contar nascimentos, casamentos e fecundidade como assunto de Estado;
  • E a psicanálise, que instala um dispositivo em que falar do desejo é a própria terapêutica.

O Ocidente, argumenta Foucault, não emudeceu diante do sexo. Ficou falante e transformou a fala sobre o sexo em procedimento privilegiado de produção de verdade.

Daí sua distinção: enquanto certas culturas desenvolveram uma ars erotica, um saber transmitido de mestre a iniciado sobre a intensificação do prazer, o Ocidente construiu uma scientia sexualis, uma ciência que extrai do sexo a verdade sobre quem somos.

A confissão religiosa e o divã são, nessa leitura, primos próximos: dois dispositivos em que alguém fala e outro alguém interpreta, decifra, classifica, cura.

No curso Espinoza, Freud e Foucault: Três Formas de Pensar o Poder da Casa do Saber, o professor Júlio Pompeu afirma que o poder para Foucault está no imaginário.

O poder não está no símbolo. O poder não está na performance. O poder não está no poderoso. O poder não é um objeto que está na mão do dominante. O poder é uma ideia que está na cabeça do dominante e também na cabeça do dominado

Sexo, poder e discurso

Aqui está o coração conceitual do livro, e ele extravasa o tema da sexualidade.

Costumamos pensar sobre poder como algo que alguém possui, certo? O Estado, o rei, a classe dominante e por aí vai, e que se exerce de cima para baixo, por meio da lei e da proibição.

Foucault, por sua vez, sugere pensar o poder como uma relação, difusa e capilar, presente na consulta médica, na sala de aula, na conversa de família, no formulário que preenchemos, no manual de conduta da escola.

E, sobretudo: um poder que não se limita a reprimir, mas que produz – produz saberes, categorias, prazeres, formas de subjetividade.

Imagina os boletins de ocorrência da polícia do século XVII, por exemplo. Como que os crimes eram registrados? Como que eles eram contados? É isso que interessa, essa forma de contar as coisas, porque elas nos dão uma pista de um modo particular de pensar as coisas. Daí um pensamento, de um sistema de pensamento

(Júlio Pompeu, Espinoza, Freud e Foucault: Três Formas de Pensar o Poder)

Um exemplo do próprio livro é o mais eloquente. Até meados do século XIX, a sodomia era um ato: uma prática condenável, punível, que qualquer pessoa poderia cometer.

Ao longo do século, a psiquiatria a converte em uma personagem. Não se trata mais do que alguém fez, mas do que alguém é: uma espécie, dotada de infância, de fisiologia, de anatomia, de destino.

O homossexual, como categoria identitária, nasce nesse gesto classificatório – nasce, note-se bem, dentro do discurso médico que pretendia patologizá-lo. E é dessa mesma categoria que emergirá, mais tarde, um movimento político capaz de reivindicar direitos em seu próprio nome.

Isso ilustra outra tese central: onde há poder, há também resistência (Franklin, 2026). Não uma resistência exterior ao poder, mas produzida no mesmo tecido, o que explica por que Foucault desconfia de qualquer promessa de “sair” do poder para um lugar puro de liberdade.

O conceito de biopoder

O conceito de biopoder para Foucault é uma mutação histórica na forma de exercer o poder soberano.

No curso Segurança, Território, População, o autor afirma que biopoder é “o conjunto dos mecanismos pelos quais aquilo que, na espécie humana, constitui suas características biológicas fundamentais, vai poder entrar numa política, numa estratégia política, numa estratégia geral do poder” (Foucault, 2008b, p. 3).

Esse biopoder opera em dois polos articulados:

  1. Anatomopolítica do corpo individual — as disciplinas descritas em Vigiar e Punir: adestramento, horário, exame, ortopedia dos gestos.
  2. Biopolítica da população — a gestão estatística do corpo coletivo: taxas de natalidade e mortalidade, longevidade, saúde pública, higiene, epidemias, migrações, seguros.

E a sexualidade ocupa exatamente a dobradiça entre os dois. Ela é, ao mesmo tempo, conduta individual a ser disciplinada e variável demográfica a ser administrada.

Por isso ela se torna, na expressão de Foucault, um problema político de primeira ordem.

Para refletir:

Entre todas essas ideias, merece destaque o conceito de biopolítica desenvolvido por Foucault.

Desenvolvido inicialmente em seu curso “Em Defesa da Sociedade” e posteriormente publicado no primeiro volume o qual discutimos aqui, a concepção de biopolítica é descrita pelo autor como “um poder destinado a produzir forças, a fazê-las crescer e a ordená-las mais do que a barrá-las, dobrá-las ou destruí-las” (Foucault, 2008, p. 150).

Para a psicóloga Flávia Andrade no Curso Foucault e as Críticas aos Saberes Psi, se o conceito de biopoder é poder sobre a vida, então a biopolítica é uma espécie de uma tecnologia de poder que faz a regulamentação, que faz a administração dos fenômenos das grandes populações.

Foucault identifica quatro grandes estratégias pelas quais o dispositivo do biopoder se instalou desde o século XVIII:

  • a histerização do corpo da mulher
  • a pedagogização do sexo da criança
  • a socialização das condutas de procriação
  • e a psiquiatrização do prazer perverso

Cada uma delas produziu um personagem (a mulher nervosa, a criança masturbadora, o casal malthusiano, o adulto perverso) e cada um desses personagens ainda circula, sob outros nomes.

Dica:

Documentário Foucault Contra Ele Mesmo (2014) de François Caillat.

O filme explora essa rica e contraditória produção intelectual por meio de entrevistas com filósofos, historiadores e materiais de arquivo do próprio pensador. A obra desconstrói a ideia de que existe um sistema "foucaultiano" estático.

Como a sexualidade passou a ser produzida socialmente: exemplos

Se o argumento parece abstrato, ele fica concreto no instante em que olhamos ao redor.

Saúde pública:

A epidemia de HIV/aids nos anos 1980 é um caso de manual de biopolítica: noções de “risco”, campanhas de conscientização, gestão estatística de populações e, ao mesmo tempo, o surgimento de um ativismo que reivindicava o direito de nomear a própria experiência.

Filósofos como Giorgio Agamben, Roberto Esposito e Achille Mbembe discutiram se a gestão sanitária da vida é proteção, controle, ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Tecnologia e confissão:

Pense nos aplicativos que rastreiam ciclo menstrual, o sono, humor, desempenho sexual; nos algoritmos de apps de encontros que traduzem desejo em preferências mensuráveis; redes sociais em que a exposição da intimidade se tornou rotina e às vezes profissão.

É difícil imaginar ilustração mais literal da tese de que somos incitados a falar de nós mesmos e que essa fala vira perfil, mercado.

Nesse caminho, Paul B. Preciado avançou ainda mais nessa discussão ao descrever um regime “farmacopornográfico”, em que afirma que a subjetividade é produzida por hormônios, imagens e circuitos de consumo.

Dica:

Para aprofundar essa discussão, leia Testo Junkie (2008), de Paul B. Preciado. O livro mostra como hormônios, tecnologias, pornografia e plataformas digitais passaram a participar da produção de nossas identidades e desejos, expandindo a reflexão iniciada por Foucault sobre sexualidade e poder.

Educação e família:

Todo debate público sobre educação sexual nas escolas é, foucaultianamente, uma disputa sobre quem tem o direito de produzir o discurso verdadeiro sobre o sexo das crianças.

É a escola? A família? A medicina? A religião? Ou o Estado?

Note-se que os dois lados da polêmica costumam falar em nome da proteção: a discordância é sobre qual discurso deve ocupar o lugar da verdade, não sobre a necessidade de haver um.

Cultura pop:

Séries como Sex Education funcionam quase como demonstração da tese: o consultório improvisado no banheiro da escola mostra a adolescência aprendendo que existir sexualmente é, antes de tudo, aprender a falar sobre isso.

Já em Black Mirror, em episódios sobre pontuação social e monitoramento afetivo, oferece a versão distópica da biopolítica: a vida gerida por métricas que prometem cuidado.

Foucault defendia a liberdade sexual irrestrita?

Não, e essa é a confusão mais comum sobre o livro.

Foucault não está dizendo que devemos falar mais sobre sexo, nem que devemos falar menos. O que ele questiona é uma ideia que virou senso comum: a de que basta falar para se libertar.

Ele desconfia também de outra crença muito difundida: a de que a sexualidade guarda o segredo mais profundo sobre quem somos. Se aceitamos isso, aceitamos junto que sempre haverá alguém autorizado a decifrar esse segredo: o médico, o padre, o terapeuta, o especialista, o algoritmo. E é aí que o poder entra.

Por isso, no fim do primeiro volume, ele faz uma sugestão que soa estranha à primeira vista: a de que talvez o caminho não seja reivindicar mais desejo e mais sexo, mas construir uma relação com o corpo e com o prazer que não dependa da sexualidade como chave da nossa verdade. Ou seja: viver o prazer sem transformá-lo em identidade a ser explicada.

Essa pista o levaria aos volumes seguintes, dedicados à Grécia e a Roma antigas, onde ele encontra outra pergunta, não “o que meu desejo revela sobre mim?”, mas “como quero conduzir minha própria vida?”.

É o que ele chama de cuidado de si: a existência tratada como algo que se constrói, e não como um enigma a ser decifrado. (Que inclusive, fica de dica também!)

Críticas e controvérsias

A vontade de saber é uma obra debatida há quase cinquenta anos, e sobreviveu porque as objeções são boas:

  • Historiadores apontaram simplificações na cronologia e no recorte de fontes na obra de Foucault.

Peter Gay, em sua vasta pesquisa sobre a experiência burguesa do século XIX, mostrou uma vida íntima vitoriana bem menos silenciada e bem mais complexa do que o esquema foucaultiano sugere.

Outros observaram que Foucault trabalha quase exclusivamente com discursos normativos da medicina e pouco com as práticas efetivas das pessoas comuns.

  • Feministas dividiram-se. Foucault é indispensável para Judith Butler e para toda uma teoria queer que pensa gênero e sexualidade como efeitos de normas e não como essências.

Mas críticas como Nancy Fraser questionaram a ausência de um critério normativo: se todo poder produz resistência e nenhum lugar está fora dele, com que fundamento se denuncia a dominação?

  • Estudos pós-coloniais, sobretudo com Ann Laura Stoler, mostraram um ponto cego.

A formação da sexualidade burguesa europeia é inseparável do império, da administração racial das colônias e das fronteiras entre colonizador e colonizado – algo que Foucault menciona, mas não desenvolve.

  • A biografia também entrou no debate.

Em 1977, ele assinou, ao lado de Sartre, Beauvoir, Derrida e outros intelectuais, uma petição que defendia a revisão da legislação francesa sobre relações sexuais envolvendo menores.

Na época, a lei estabelecia uma idade de consentimento de 15 anos para relações heterossexuais e 18 anos para relações homossexuais, uma diferença considerada discriminatória por muitos intelectuais.

A petição, porém, foi além: também questionava a criminalização automática de relações entre adultos e menores de 15 anos e defendia que a Justiça avaliasse, caso a caso, a existência de consentimento.

Essa posição é hoje amplamente repudiada, por desconsiderar a incapacidade jurídica de crianças para consentir e as profundas assimetrias de poder entre adultos e menores.

Em 2021, novas acusações sobre a conduta pessoal de Foucault vieram a público em uma biografia, mas permanecem sem comprovação documental independente.

Esses episódios continuam alimentando debates sobre os limites éticos de sua atuação pública e sobre as tensões entre sua filosofia e a necessidade de princípios normativos para proteger os mais vulneráveis.

Preciso ler os quatro volumes?

Não. A vontade de saber é autossuficiente e é ele que contém as discussões sobre hipótese repressiva, a analítica do poder e o biopoder.

Uma sugestão de percurso:

  1. A vontade de saber (vol. I): a porta de entrada obrigatória.
  2. Vigiar e Punir: para entender disciplina, exame e panoptismo, que sustentam o argumento do volume I.
  3. O uso dos prazeres (vol. II): se lhe interessa a virada ética e a pergunta sobre como se governar a si mesmo.
  4. História da Loucura e os cursos no Collège de France (Em defesa da sociedade, Nascimento da biopolítica): para quem quiser ver o conceito de biopoder sendo discutido sob a ótica da loucura.

Perguntas frequentes

Qual é a tese principal de A vontade de saber?

Que a modernidade não silenciou o sexo: multiplicou os discursos sobre ele e fez dessa fala um mecanismo de produção de verdade e de poder.

O que Foucault chama de hipótese repressiva?

A crença difundida de que o poder agiu sobre a sexualidade essencialmente proibindo e calando — crença que ele considera historicamente frágil e politicamente interessada.

O que significa biopoder?

A forma de poder que, a partir do século XVIII, deixa de se definir pelo direito de matar e passa a gerir, otimizar e administrar a vida dos indivíduos e das populações.

Referências

FOUCAULT, M. Nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978-1979). São Paulo: Martins Fontes, 2008a.

FOUCAULT, M. Segurança, território, população. Curso dado no Collège de France (1977-1978) (2008b). São Paulo: Martins Fontes.

  • FOUCAULT, M. A vontade de saber (1976). Rio de Janeiro: Graal, 1999. (História da sexualidade, 1)
  • FOUCAULT, M. História da loucura na Idade Clássica (1961). São Paulo: Perspectiva , 1978.
  • FOUCAULT, M. O cuidado de si (1984). Rio de Janeiro: Graal , 1998. (História da sexualidade, 3)
  • FOUCAULT, M. O uso dos prazeres (1984). Rio de Janeiro: Graal , 1998. (História da sexualidade, 2).

FRANKLIN, Camila Fortes Monte. Eco no silêncio e na saúde: a produção de narrativas sobre loucura e gênero nos jornais O Globo e O Dia (PI). 2025. 485 f. Tese (Doutorado Acadêmico em Informação e Comunicação em Saúde) – Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2025.

Artigo escrito por
Camila Fortes
Jornalista. Doutora em Informação e Comunicação em saúde (FIOCRUZ) com doutorado sanduíche na Universidade de Coimbra, Portugal. Mestra em Comunicação (UFPI). Pesquisadora em saúde mental no Brasil.