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Por que nos apaixonamos? Paixão, desejo e escolhas amorosas

Por que nos apaixonamos? Paixão, desejo e escolhas amorosas

Por que nos apaixonamos por algumas pessoas e não por outras? A paixão não é apenas um impulso repentino, mas um processo que envolve o corpo, a história afetiva e os modos como aprendemos a amar. Entender por que nos apaixonamos ajuda a olhar para os vínculos com mais clareza e menos idealização.

Neste artigo, vamos compreender por que nos apaixonamos, o que acontece no corpo e no campo psíquico, como se formam as escolhas amorosas e quando a paixão pode se transformar em sofrimento.



Por que nos apaixonamos?

Você já parou para pensar por que nos apaixonamos? Essa é uma questão central quando a gente para pra pensar nas nossas relações amorosas.

Nos apaixonamos por uma mistura complexa de fatores biológicos, psicológicos e sociais.

E isso acontece porque se apaixonar envolve a liberação de neurotransmissores como dopamina e oxitocina, que produzem sensações de euforia, prazer e apego, mas também é atravessada por processos inconscientes, como a busca por semelhanças, a identificação com figuras importantes da nossa história afetiva e a expectativa de completude.

Apaixonar-se, portanto, é um processo que articula química cerebral e profundas necessidades emocionais de conexão, reconhecimento e pertencimento. É uma experiência complexa, que envolve o corpo, o psiquismo e o contexto cultural em que aprendemos a amar.

Do ponto de vista biológico, o corpo entra em um estado de excitação e recompensa; do ponto de vista psíquico, defesas habituais se fragilizam e fantasias ganham força.

Frequentemente, nos apaixonamos por quem desperta identificações profundas, remete a experiências afetivas anteriores ou encarna a promessa de reconhecimento, pertencimento ou completude. Nesse sentido, o outro não é apenas alguém que encontramos, mas alguém que ocupa um lugar específico na nossa história psíquica.

Compreender por que nos apaixonamos é um processo muito importante para que possamos torná-lo mais consciente e até mesmo mais saudável.

Assim, este texto propõe responder à pergunta “por que nos apaixonamos?” integrando diferentes camadas da experiência amorosa: o que acontece no corpo e no cérebro quando a paixão emerge, a história psíquica que carregamos, os padrões afetivos que tendemos a repetir e o contexto cultural que molda nossas expectativas sobre o amor.

📚 Sugestão de livro:

Tudo Sobre o Amor: Novas Perspectivas (2021) de bell hooks


Neste livro, primeiro volume de sua Trilogia do Amor, a autora procura elucidar o que é, de fato, o amor, seja nas relações familiares, românticas e de amizade ou na vivência religiosa.

🎞️ Sugestão de filme:

Vidas Passadas (2023) de Celine Song

Sinopse: Nora e Hae Sung, dois amigos de infância profundamente conectados, se separam depois de uma mudança. Duas décadas depois, elas se reencontram na cidade de Nova York para uma semana fatídica enquanto confrontam noções de destino, amor e escolhas.


A paixão como experiência universal e enigmática

Apaixonar-se é uma das experiências humanas mais universais e também uma das mais desconcertantes. A pergunta “por que nos apaixonamos?” atravessa séculos de filosofia, literatura, ciência e clínica. Ainda assim, quando a paixão acontece, ela costuma chegar como surpresa: não planejada, não calculada e, muitas vezes, contrária ao que acreditávamos querer ou precisar.

Christian Dunker no curso A Arte de Amar, conta que apaixonar-se é um acontecimento subjetivo que nos atravessa, nos desorganiza e revela algo essencial sobre quem somos e como nos vinculamos.

Embora a paixão não obedeça à lógica da decisão consciente, não é algo que está integralmente fora do nosso controle racional. É possível sim escolher não se apaixonar, e isso passa também pela consciência de quem somos e do momento em que estamos.

Casal de mulheres com os rostos encostados em gesto de intimidade e afeto
Esqueça a ideia de uma paixão perfeitamente avassaladora. Se apaixonar exige disponibilidade para o risco, para o desencontro e para a frustração.

Apesar de todas as tentativas de explicação científica e psicológica, a paixão segue sendo vivida como um enigma. Ela surge como um ponto de ruptura na vida cotidiana: altera rotinas, reorganiza prioridades, intensifica emoções e produz uma sensação de exceção.

Na psicanálise, a paixão costuma ser descrita como um “despertar”. Algo se acende no sujeito a partir do encontro com o outro. Esse encontro não é apenas entre duas pessoas, mas entre uma pessoa e sua própria fantasia. Por isso, a paixão costuma ser acompanhada de idealização, esperança e medo de perda.

Para ela, não nos apaixonamos porque escolhemos, mas porque somos afetados. Ana Suy no curso Amor e Solidão aponta que o amor surge quando algo no outro toca um ponto de falta – aquilo que não temos, que nos escapa, mas que desejamos.

“Costumamos pensar na falta como um problema a ser eliminado, mas a psicanálise destaca sua importância. A falta ilumina o campo do amor e da vida, dando valor às experiências. Não é que a falta destitua a existência das coisas, mas é ela que faz a vida valer a pena” - Ana Suy, Amor e Solidão.

Não é a completude do outro que nos atrai, mas a sensação de que ele pode responder, ainda que provisoriamente, ao que nos falta.



O que acontece no corpo e no cérebro quando nos apaixonamos

Do ponto de vista biológico, a paixão envolve uma intensa ativação neuroquímica. Pesquisas em neurociência afetiva mostram que, ao nos apaixonarmos, áreas do cérebro associadas à recompensa, à motivação e ao prazer são fortemente ativadas – as mesmas envolvidas em comportamentos de busca e até em certos tipos de dependência.

Esse dado ajuda a explicar por que a paixão costuma ser vivida como urgência!

Hormônios e neurotransmissores envolvidos na paixão

Nesse processo, alguns hormônios e neurotransmissores são responsáveis por toda essa festa no nosso cérebro:

  • Dopamina: associada ao prazer, à motivação e à recompensa. É responsável pela euforia, pela sensação de entusiasmo constante e pelo desejo de estar sempre próximo do outro.
  • Noradrenalina: ligada ao estado de alerta, explica sintomas como coração acelerado, sudorese, ansiedade e dificuldade de concentração.
  • Serotonina: seus níveis tendem a diminuir durante a paixão intensa, o que contribui para pensamentos repetitivos e obsessivos.
  • Oxitocina e vasopressina: relacionadas ao vínculo, à confiança e ao apego, tornam-se mais centrais conforme a relação se estabiliza.

Reduzir o amor apenas à biologia, no entanto, é insuficiente, ok? A química explica como a paixão acontece no corpo, mas não explica por que nos apaixonamos por determinadas pessoas e não por outras.

Vamos entender melhor como isso acontece.

Por que nos apaixonamos por certas pessoas e não por outras

A pergunta “por que nos apaixonamos por alguém específico?” exige ir além da neurociência. Aqui entram a história subjetiva, o inconsciente e os padrões afetivos construídos ao longo da vida.

Segundo a psicanálise, nossas escolhas amorosas não são aleatórias. Existe uma lógica inconsciente que orienta quem nos atrai, frequentemente marcada pela repetição. Tendemos a nos apaixonar por pessoas que, de alguma forma, reencenam conflitos, afetos e expectativas que já fazem parte da nossa história.

Isso não significa que tendemos a nos apaixonar por pessoas “iguais”, mas por relações que já nos são conhecidas. Ou seja, não buscamos o mesmo rosto, a mesma personalidade ou o mesmo roteiro consciente, e sim o mesmo tipo de vínculo.

O que se repete não é a pessoa, mas a posição que ela ocupa na nossa história afetiva.

Duas pessoas de mãos dadas durante uma caminhada ao ar livre
Amar é uma escolha que se constrói no tempo, na frustração e no reconhecimento da realidade.

Fatores psicológicos da escolha amorosa

Quando tentamos entender por que certas pessoas nos atraem de forma tão intensa, é preciso olhar para além do encontro em si, e prestar atenção no contexto.

Esses fatores não determinam nossas relações, mas influenciam fortemente quem desperta nosso desejo e como nos colocamos nos vínculos.

Conheça alguns fatores:

  • História de apego: as primeiras relações moldam expectativas de cuidado, proximidade e abandono.
    Exemplo: alguém que cresceu com figuras afetivas imprevisíveis pode se sentir especialmente atraído por parceiros intensos, mas emocionalmente instáveis, confundindo intensidade com vínculo.

  • Repetição de padrões: experiências não elaboradas tendem a se repetir em novas relações.
    Exemplo: uma pessoa que viveu rejeições importantes pode, sem perceber, se apaixonar repetidamente por quem não está disponível, mantendo vivo um roteiro conhecido.

  • Idealização: projetamos no outro qualidades que desejamos ou acreditamos precisar.
    Exemplo: no início da relação, sinais de incompatibilidade são minimizados porque o outro é visto como alguém que “vai dar conta” de preencher expectativas emocionais profundas.

  • Reconhecimento narcísico: a necessidade de ser visto, desejado e especial.
    Exemplo: a atração se intensifica quando o outro confirma uma imagem positiva de si, fazendo a pessoa se sentir única, escolhida ou admirada.

  • Identificação: o outro pode representar um ideal de quem gostaríamos de ser.
    Exemplo: apaixonar-se por alguém mais seguro, livre ou bem-sucedido pode refletir o desejo de incorporar essas qualidades à própria identidade.

Reconhecer esses fatores é importante para compreender que a paixão se organiza a partir de camadas profundas da subjetividade.

Ao identificar padrões, projeções e expectativas, torna-se possível deslocar repetições inconscientes e abrir espaço para escolhas mais conscientes e vínculos mais sustentáveis.

Quando a paixão vira sofrimento

Mas, se apaixonar não nos impede de sofrer. A fronteira entre paixão e sofrimento é delicada, pois o sofrimento aparece quando o vínculo deixa de ser espaço de troca e passa a ser vivido como necessidade absoluta.

Sinais de que a paixão pode estar se transformando em dependência emocional

  • medo intenso de abandono;
  • dificuldade de manter interesses próprios;
  • idealização persistente apesar de sinais claros de sofrimento;
  • sensação de vazio ou perda de identidade sem o outro;
  • tolerância a relações marcadas por instabilidade ou desrespeito.

Nesses casos, o sofrimento amoroso não está apenas ligado ao outro, mas à perda da fantasia que sustentava o vínculo.

Paixão, idealização e amor romântico

Até aqui, já sabemos que a experiência da paixão é atravessada por narrativas culturais idealizadas sobre o amor romântico: a ideia de alma gêmea, completude, exclusividade e felicidade garantida.

São diversas as narrativas e linguagens que reforçam esse ideal, por exemplo, nos filmes, músicas, redes sociais e discursos que associam amor à plenitude. A consequência é uma intensificação da idealização: o outro deixa de ser visto como sujeito e passa a ser vivido como resposta às nossas faltas.

Quando esperamos que o amor cure feridas antigas, elimine a solidão e a sensação de vazio ou dê sentido absoluto à vida, criamos expectativas difíceis de sustentar.

Como dizia a compositora Marília Mendonça, “eu me apaixonei pelo que inventei de você”. E esse lugar da invenção é justamente o espaço criado e elaborado pelo inconsciente que projeta no outro desejos, fantasias e expectativas construídas a partir da nossa própria história afetiva.

“Dito de outra maneira, é só quando eu paro de me apaixonar por ilusões que eu aprendo a amar a realidade. E esse é um dos pontos-chave da noção de existência. Eu paro de amar a ilusão porque a ilusão vai me fazer sofrer e passo a amar aquilo que é de real, onde a desilusão já está embutida.” Luís Mauro Sá Martino, Jornada da Filosofia: O Que É O Amor?

Se existe um ponto entre se apaixonar pela ilusão e amar a realidade, esse ponto é o reconhecimento da falta, em si e no outro.

Assim, amar se torna um gesto ético, um ato político, como aponta bell hooks, e implica abrir mão de certas expectativas, tolerar frustrações e aceitar que o vínculo não elimina a solidão fundamental, apenas a torna compartilhável.

Porque já dizia Guilherme Arantes: qual sentimento é mais bonito do que se apaixonar?

Paixão, relações contemporâneas e capitalismo afetivo

Nas relações contemporâneas, a paixão também é atravessada pela lógica do consumo. O chamado capitalismo afetivo transforma o amor em desempenho e mercadoria emocional.

Isso significa dizer que os vínculos passam a ser organizados segundo critérios de eficiência, satisfação imediata e maximização do bem-estar individual.

Amar passa a funcionar como uma espécie de projeto de sucesso pessoal, no qual o outro é, muitas vezes, avaliado pelo quanto contribui para a autoestima, a felicidade e a sensação de realização do outro.

Segundo Tatiana Amendola, no curso Amor: Uma Visão da Sociologia, o amor, na modernidade tardia, é profundamente moldado pelas estruturas sociais e econômicas, deixando de ser apenas um campo do afeto para se tornar também um espaço de racionalização e cálculo.

Segundo ela, o amor passa a ser vivido como uma experiência que deve gerar satisfação constante, e qualquer desconforto tende a ser interpretado como sinal de que aquela relação não vale a pena.

Aplicativos de relacionamento, redes sociais e discursos de auto aperfeiçoamento reforçam essa dinâmica ao criar a sensação permanente de que sempre há alguém melhor disponível, mais compatível, mais interessante ou mais alinhado às expectativas idealizadas.

Paradoxalmente, quanto maior a oferta de escolhas, maior a angústia diante da decisão e menor a tolerância à frustração, já que a ideia de substituição rápida se mantém sempre ao alcance. Complexo, né?

Nesse contexto, o vínculo se torna frágil, marcado pelo medo de investir emocionalmente e pela dificuldade de atravessar o desencanto inevitável que acompanha qualquer relação real.

Saiba mais sobre a diferença entre um relacionamento tóxico e um relacionamento saudável.


Ainda assim, pode ser bom se apaixonar?

Na verdade, pode ser ótimo se apaixonar.

Se sentir apaixonado é uma experiência potente de abertura ao outro e ao mundo.

A paixão intensifica a percepção, mobiliza o desejo, suspende por um momento a rigidez do cotidiano e nos coloca em movimento. Ela nos lembra da nossa capacidade de ser afetados, de nos interessar, de sair de nós mesmos – e isso é lindo de se ver e se viver.

Amar começa quando somos capazes de atravessar a paixão sem exigir que ela dure para sempre, sendo capaz também de ver beleza nesse processo que, por mais confuso e imprevisível que possa ser, nos faz lembrar que estamos vivos!

Cursos para pensar o amor para além do romantismo

  • Amor: Uma Visão da Sociologia, com Tatiana Amendola : A partir de autores clássicos como Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber, além de leituras contemporâneas como Zygmunt Bauman, o curso propõe compreender o amor como um fenômeno social e coletivo. As aulas mostram como nossas ideias sobre amor, intimidade e relações estão conectadas ao espírito do tempo e às configurações históricas de cada contexto.

  • Amor Como Revolução: Neurociência dos Afetos e Relações Sociais, com Ana Carolina Souza : Sob a lente da neurociência, o curso investiga os efeitos do amor no corpo e no cérebro, destacando os processos bioquímicos envolvidos na criação de vínculos. A proposta é ir além das idealizações românticas e compreender o amor como força fundamental para a saúde, o bem-estar e a sobrevivência humana.

  • Por Que e Como Amamos?, com Renato Noguera : Dialogando com a filosofia grega e com saberes afro-indígenas, o curso apresenta o amor como um aprendizado coletivo, e não apenas como uma emoção individual. A partir da filosofia e da mitologia, Renato Noguera amplia os sentidos do amor e convida à reflexão sobre nossas relações no mundo contemporâneo.

  • Amor e Solidão, com Ana Suy : Pela perspectiva da psicanálise, o curso investiga as relações entre amor, solidão, desejo, ciúme e amor próprio. A proposta é compreender como essas experiências atravessam a constituição do sujeito e influenciam a forma como nos relacionamos conosco, com os outros e com o mundo.

  • Freud e o Amor, com Ricardo Salztrager : Uma imersão na psicanálise freudiana para compreender por que nos apaixonamos e como fazemos nossas escolhas amorosas. O curso analisa os mecanismos inconscientes que sustentam o desejo e mostra como esse entendimento pode se transformar em autoconhecimento e relações mais conscientes.

Todos esses cursos estão disponíveis por uma única assinatura na Casa do Saber, plataforma de streaming dedicada ao conhecimento.



Perguntas frequentes sobre por que nos apaixonamos

Por que nos apaixonamos?

Nos apaixonamos por uma combinação complexa de fatores biológicos, psicológicos e sociais. A paixão envolve a liberação de neurotransmissores como dopamina e oxitocina, mas também processos inconscientes, como identificações afetivas, busca por semelhanças e a expectativa de completude.


O que acontece no corpo e no cérebro quando nos apaixonamos?

Do ponto de vista biológico, a paixão ativa áreas cerebrais ligadas à recompensa, motivação e prazer. Há liberação intensa de dopamina, noradrenalina e alterações na serotonina, o que explica sensações de euforia, urgência, ansiedade e pensamentos repetitivos.


Por que nos apaixonamos por certas pessoas e não por outras?

Segundo a psicanálise, nossas escolhas amorosas não são aleatórias. Tendemos a nos apaixonar por pessoas que ocupam posições específicas na nossa história psíquica, reencenando padrões afetivos, fantasias e conflitos inconscientes já conhecidos.


A paixão pode se transformar em sofrimento?

Sim. A paixão pode gerar sofrimento quando o vínculo deixa de ser espaço de troca e passa a ser vivido como necessidade absoluta, marcada por medo intenso de abandono, idealização persistente e perda de interesses próprios.


Qual a relação entre paixão, idealização e amor romântico?

A paixão é atravessada por narrativas culturais do amor romântico, como a ideia de alma gêmea e completude. Essas idealizações reforçam projeções inconscientes, fazendo com que o outro seja vivido como resposta às nossas faltas.


Ainda assim, pode ser bom se apaixonar?

Sim. Apaixonar-se pode ser uma experiência potente de abertura ao outro e ao mundo. A paixão intensifica o desejo, mobiliza afetos e nos coloca em movimento, desde que não seja vivida como promessa de completude absoluta.



Referências:

https://curadoria.casadosaber.com.br/cursos/287/amor-e-solidao-uma-psicanalise-das-conexes-humanas

https://curadoria.casadosaber.com.br/cursos/199/a-arte-de-amar

https://public.prismbrainmapping.com/neuroscience-whats-love-got-to-do-with-it/#:~:text=Romantic%20love%20activates%20the%20brain's,the%20early%20stages%20of%20love.

https://curadoria.casadosaber.com.br/cursos/395/amor-uma-visao-da-sociologia

https://curadoria.casadosaber.com.br/cursos/318/jornada-da-filosofia-o-que-e-o-amor

Artigo escrito por
Camila Fortes
Pesquisadora. Jornalista e mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do ICICT/FIOCRUZ/RJ.